Capa Bohemia - Life and Death in the Chelsea Hotel
22.50€

Title:  Bohemia - Life and Death in the Chelsea Hotel

Price: 22.50€

ISBN:  978-989-8481-36-8

Dimensions: 20 cm × 170 cm × 240 cm

Weight: 300 g

Date:  2015

Edition:  Em língua inglesa

Number of Pages:  136

Collection:  Fora de Colecção

Introduction: 

Quando foi construído no início dos anos 1880 o Chelsea Association Building era o prédio mais alto e maior em Nova Iorque. Reinventado como um hotel residencial, em 1905, logo se tornou o lar não-oficial das artes americanas e uma Meca profana para artistas de todo o mundo. A fotógrafa portuguesa Rita Barros viveu no Chelsea por mais de três décadas, ocupando o Apartamento # 1008 onde, na década de 1960, Arthur C. Clarke escreveu 2001: Uma Odisseia no Espaço. A vida do lugar, os seus exóticos vizinhos, e sua própria persona são o tema de seu trabalho. Constituindo um marco arquitectónico e cultural desde 1966, o Hotel Chelsea foi vendido em 2011 e atualmente está a ser esventrado por empresas imobiliárias. Em vez de assistir impotente à sua destruição, Barros aponta a câmara para o que está acontecer ao seu redor e documenta a queda do Chelsea. Bohemia pode ser lido como uma parábola da vida e da morte - uma visão nostálgica e irónica de um espaço de liberdade e criatividade desinibida que em tempos floresceu no meio da cidade moderna.

Este livro foi concebido por Jorge Calado para acompanhar a exposição de fotografia com o mesmo título, que teve lugar de 15 de setembro a 15 de novembro de 2014, na Biblioteca de Ciências da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

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"Situado no coração de Manhattan - na Rua 23, entre as e 8a Avenidas - o Hotel Chelsea representou, no século XX, a casa das artes americanas e uma Meca profana para artistas de todo o mundo, Escritores, pintores, dramaturgos, actores, realizadores, compositores e artistas rock e pop viveram e criaram no Chelsea algumas das suas melhores obras. Virgil Thomson residiu no Chelsea durante mais de 50 anos e foi lá que nasceu a sua ópera-prima, “The Mother of Us AlI” (1947), com libreto de Gertrude Stein. Foi no Chelsea que, obviamente, Andy Warhol filmou “Chelsea Girls” (1966) e Leonard Cohen compôs “Chelsea Hotel #2” (sobre o seu encontro sexual com Janis Joplin). No apartamento 1008 - hoje ocupado por Rita Barros - Arthur C. Clarke escreveu “2001 - A Space Odyssey”. Foi também no Chelsea, no quarto 614, que Arthur Miller recuperou da separação de Marilyn Monroe e escreveu a peça “After the Fall”. Outros acabaram lá os seus dias, num processo de auto-destruição e morte, como aconteceu ao poeta galês Dylan Thomas. Vendido em 2011 , o Chelsea - um edifício classificado como de interesse arquitectónico e cultural e, à data da construção em 1883, o maior e mais alto edifício de Nova Iorque - está a ser esventrado e remodelado, assim se apagando a memória de um passado ilustre. Cerca de oitenta residentes - entre os quais Rita Barros — resistem à transformação, quais sobreviventes de um naufrágio. “BOHEMIA” é simultaneamente uma celebração de glórias passadas e um requiem pelo presente através da câmara empenhada da artista portuguesa. Aqui se admiram os seus retratos de antigos (e célebres) residentes, captados na intimidade criativa dos respectivos apartamentos, a sua interacção com o espaço envolvente em performances surrealistas, temperadas por um humor crítico, e uma selecção do seu trabalho actual, "Displacement", sobre os espaços dessacralizados e vazios. Em suma: a visão nostálgica e irónica de um mundo boémio de liberdade e criatividade desenfreada que um dia floresceu no coração da cidade moderna."

Jorge Calado

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RITA BARROS, fotógrafa freelancer, vive em Nova Iorque desde 1980. O seu livro Quinze Anos: Chelsea Hotel foi publicado em 1999. Tendo recebido uma bolsa de artes de uma Fundação Nova Iorque em 2002, ensina fotografia na Universidade de Nova Iorque.

JORGE CALADO, professor (Emérito) de Química-Física do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, é crítico cultural para o Expresso (Lisboa) e tem curadoria mais de vinte e cinco exposições de fotografia em Portugal, França, Bélgica, Reino Unido e EUA.

PETER CONRAD ensinou Inglês e Literatura na Christ Church, em Oxford, de 1973 a 2011 e é o autor de mais de vinte livros sobre um largo espectro de assuntos. O seu trabalho é publicado no The Observer e aparece com frequência na BBC.

Notes: 

Esta edição foi apoiada na íntegra pela Secretaria de Estado da Cultura | Fundo do Fomento Cultural e pela FCT/UNL.

Fora de Colecção